Após Donald Trump enviar uma mensagem em tom de ameaça a Cuba para “fazer um acordo”, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, respondeu afirmando que “ninguém dita o que fazemos”.
O líder afirmou que Cuba é uma nação “livre, independente e soberana”. Pelo X, Díaz-Canel disse que a ilha tem sido atacada pelos EUA ao longo de 66 anos, mas que está disposta a “defender a pátria até a última gota de sangue”.
Sem detalhar, Trump sugeriu na manhã de hoje que cubanos façam um acordo “antes que seja tarde”. Publicação foi feita na Truth Social neste domingo após uma série de posts endossando discursos que sugerem a derrubada do governo cubano.
Miguel Díaz-Canel, um ex-professor universitário e engenheiro, está no poder desde 2018. Em 2021, ele também passou a liderar o Partido Comunista de Cuba e foi reeleito como presidente do país dois anos depois, para um segundo e último mandato.
O país caribenho atravessa o pior momento econômico desde a Revolução. Embora o país já tenha enfrentado, em décadas passadas, episódios de migração em massa, escassez de alimentos e agitação social, nunca os cubanos haviam vivenciado um colapso tão amplo da rede de proteção social da qual os ditadores da ilha tanto se orgulhavam.